Sem gasolina na ambulância, essa bebê morreu após esperar 15 horas para ser transferido

Heloísa, uma menina de 1 ano morreu por complicação de uma pneumonia em Joinville, no Norte catarinense, depois de levar mais de 15 horas para ser transferida de hospital.

A pequena estava internada no Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra, desde a última quarta-feira (7). Na quinta-feira (8), o quadro piorou e ela precisou ser  transferida para um hospital com UTI infantil.

O Hospital Infantil de Joinville foi confirmou a vaga, mas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município disse que não tinha combustível.

Segundo a família, houve falta de combustível em duas ambulâncias acionadas para transportar a criança.

“Eles alegaram dificuldade financeira para abastecimento das ambulâncias. Que era um problema que estava ocorrendo não só no município de Mafra, mas no estado”, disse o coordenador de enfermagem de Mafra Ossimar Carlos Friedrich Filho, do hospital de Mafra, que acompanhou o caso.

“Todo o hospital se mobilizou em relação ao abastecimento para que pudesse ser feita a transferência, no entanto nos foi negado o abastecimento do veículo”, afirmou.

A família também chegou a se oferecer para pagar combustível para a ambulância, mas o Samu informou não poder aceitar.

Outra alternativa era usar uma ambulância de Rio Negrinho, mas o Samu alegou não ter médico pra acompanhar a transferência.

Neste meio tempo, a menina piorou e precisou ser reestabilizada no hospital.

“Eles negaram pra gente, falaram que nenhum terceiro pode abastecer as ambulâncias do Samu”, contou o pai, Alexandro Ferreira da Silva Lisboa

Foi solicitado ajuda para o helicóptero da Polícia Militar de Joinville, mas o mau tempo não permitiu o vôo.

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Finalmente conseguiram uma ambulância de Canoinhas, mas só havia combustível suficiente para ir até Rio Negrinho. De lá, uma terceira ambulância, de Jaraguá do Sul levou a menina até Joinville.

Com isso, a menina chegou ao hospital cerca 15 horas depois do pedido de transferência.

Ela foi internada, mas sofreu a terceira parada cardíaca e faleceu ao meio-dia de sábado (10)

A mãe da menina Edilaine Mathias, está inconformada.

“Quem estava fora, Samu, discutindo a ambulância, discutia como se fosse um frete, como se fosse só a gasolina, quem ia abastecer, quem não ia abastecer. Em nenhum momento pensaram a situação dela situação dela : ela pode esperar, ela tem que ir agora ou pode esperar”

Não se sabe se Heloísa teria sobrevivido se tivesse sido transferida antes, mas o coordenador de enfermagem de Mafra, que acompanhou o caso, diz que as chances caíram muito com a demora.

“Obviamente, transferir um paciente fora de uma condição de emergência fica muito mais fácil do que fazer a transferência de um paciente com entubação e medicações para controlar funções vitais”, diz Ossimar Carlos Friedrich Filho.

Os pais registraram boletim de ocorrência e o caso será investigado pela Polícia Civil.

“Foi instaurado inquérito policial para investigar os fatos, verificar se houve alguma falha de cunho administrativo, operacional ou clínico-médico. E se essa falha, se é é que houve, pode consubstanciar um crime “, diz o delegado Nelson Vidal.

A SPDM, empresa que administra o Samu em Santa Catarina, não se manifestou. Disse que vai aguardar a apuração dos fatos.

A secretaria de Estado da Saúde e Ministério Público vão investigar o que aconteceu.

O governo admite que tem débitos com a SPDM, mas que na semana passada depositou R$ 1,5 milhão reais para a empresa.

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