Alguma vez você já se perguntou como é que são escolhidas as mamães das crianças com deficiência?

A estimativa é que só nesse ano, mais de 100.000 crianças com algum tipo de deficiência irão nascer, quer dizer que teremos muitas mamães com filhos especiais.

O desejo de uma mãe é sempre para que os filhos venham ao mundo com saúde, mas nem sempre é assim que acontece claro que se trata de um ponto de vista, pois um bebê pode nascer portador de necessidades especiais, mas sem que interfira tanto no funcionamento do organismo, sem que seja preciso estar no pediatra a todo o momento.

Atualmente as mentes estão mais abertas e receptivas para o amor que essas crianças têm para oferecer ao mundo, por isso que os conceitos estão bem melhores do que nas décadas passadas, começando pelos espaços inclusivos que ajudam a criança a ter uma vida social, escolar e até artística para a criança ter a chance de se socializar.

Muitas mães, mesmo com todo o amor, talvez se pergunte porque foi escolhida para ter um filho ou filha que precisa de amor, cuidados e atenção especial.

A mãe do menino Gaspard, uma francesa que encantou o mundo com um lindo texto, explica de maneira fantástica, o motivo de uma mulher ser escolhida para ser mãe de uma criança com deficiência.

Leia abaixo:

E eu imagino Deus pairando sobre a Terra para escolher essas artistas do amor que são as mães, com o maior cuidado e o maior discernimento. Ele observa e repassa as suas instruções para os anjos que o acompanham, e eles vão escrevendo tudo num enorme bloco de notas.

“Filhinho: Mateus. Padroeiro: São Mateus.

“Filhinha: Cecília. Padroeira: Santa Cecília”…

Depois, Ele cita outro nome e, sorrindo, diz a um dos seus anjos: “Para esta, vamos dar uma criança deficiente”.

O anjo, que é curioso, quer saber: “E por que para ela, Senhor? Ela parece tão alegre!”.

“Ué, por isso mesmo”, responde Deus. “Por que eu iria dar uma criança especial a uma mãe que não tem a alegria de viver, que não sabe rir e sorrir? Seria cruel com a criança!”.

“Mas ela vai ter a paciência?”, preocupa-se o anjo.

“Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num oceano de desespero e não vai parar de sentir pena de si mesma. Você vai ver: o primeiro choque já vai ser no anúncio da deficiência. Mas, depois que ele passar, ela vai se recuperar rápido e cheia de alegria. Ela tem senso de independência, que é uma coisa rara e muito necessária para uma mãe. Você sabe, a criança que eu vou dar a ela vive no seu próprio mundo. Ela vai ter que ensinar a criança a viver no mundo com os outros, e isso não vai ser fácil. Mas eu vou ajudá-la todos os dias. E ela tem amor-próprio suficiente para conseguir”.

O anjo pergunta: “Amor-próprio? E isso é uma virtude?”.

Deus confirma. “Se ela não souber se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver. Sim, esta é uma mulher para quem eu vou fazer o favor de dar uma criança imperfeita. Ela ainda não seu deu conta, mas ela tem um grande privilégio. Nada nunca vai ser banal e ordinário para ela. Quando a criança disser ‘mamãe’ pela primeira vez, ela vai ter a impressão de estar diante de um milagre! Quando ela descrever uma árvore ou um pôr-do-sol para o seu filhinho cego, ela vai enxergar a minha criação de um jeito que muito poucas pessoas já enxergaram. Vou permitir que ela veja claramente as coisas como eu as vejo: a ignorância, a crueldade, o preconceito… E vou permitir que ela suba acima de tudo isso. Ela nunca vai estar sozinha. Eu estarei ao lado dela em cada minuto da vida, porque ela vai fazer o trabalho tão bem como se estivesse aqui do meu lado”.

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