Família "Ele trabalhou duro para respirar", diz mãe sobre filho...

“Ele trabalhou duro para respirar”, diz mãe sobre filho de 4 anos com Covid

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Menino de 4 anos é infectado com o novo coronavírus, a mãe é médica e faz um desabafo contando a coragem e a luta do filho que, corajosamente lutava para respirar.

Anna Zimmermann, de Denver, é pediatra e neonatologista, tem 3 filhos. Todos os dias cuida de bebês na UTI no hospital que trabalha, mas a norte-americana enfrentou o maior desafio da sua vida, ela viu o filho de 4 anos, Lincon, com os primeiros sintomas do novo coronavírus.

O quadro de saúde de Lincon piorou rápido, ela desabafou no blog sua luta no enfrentamento do Covid-19.

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“Vendo como o mundo foi dominado pelo COVID-19, e agora também minha família, preciso escrever sobre isso. Eu tenho que escrever sobre isso. O coronavírus consumiu meus pensamentos e medos na última semana, e eu não sou a única”.

“Como médica, acompanhei de perto o surto de COVID-19 na China e na Itália. Embora não houvesse mandato estadual ou federal, retiramos nossos filhos do Jiujitsu e das aulas de natação mais cedo, porque acreditávamos que esse vírus era perigoso antes que muitas pessoas começassem a levar a sério. As crianças continuaram a frequentar a pré-escola e o jardim de infância, e o último dia de aula foi em 12 de março. O estado do Colorado fechou as escolas a partir do dia 16. Desde então, as crianças não saem de casa. Meu marido foi ao mercado uma vez. Eu também fui uma vez. Meus filhos não brincam mais com amigos. Não deixo que atravessem a rua para conversar com os amigos do bairro. Adotamos as recomendações para ficar em casa desde o começo e as seguimos. Fizemos tudo certo.”

“Em 21 de março, ele espirrou algumas vezes. Eu pensei que era alergia. No dia seguinte, ele ficou com o nariz entupido e surgiu uma tosse leve. Ele não estava com febre e eu não estava muito preocupada. Acreditei que ele estivesse resfriado. No dia 27, ele teve febre. Febre alta. Estava abatido. Comecei a me preocupar. Levei-o na pediatra na manhã do dia seguinte e recebemos o diagnóstico de pneumonia após uma doença viral e começamos o tratamento com antibióticos orais e oxigênio em casa pelas 48 horas seguintes. Em alguns momentos, ele parecia totalmente bem e em outros, parecia doente. Mas no geral, eu pensei que estivesse bem.”

“Na segunda-feira (30), ele começou a piorar e precisou ser internado. Eu sabia que ficaríamos lá por alguns dias – pensei em três, talvez quatro. Eu sabia que ele seria colocado em isolamento e seria tratado como caso suspeito até que o teste desse negativo. E, como estou familiarizada com as políticas hospitalares do Covid-19, sabia que não poderia sair do quarto dele até que saísse o resultado do exame. No momento da admissão, ele precisava de 2 litros de oxigênio. Naquela mesma noite, ele passou a precisar de 4. No dia seguinte, ele estava usando 6 e, depois, 9 litros. Como médica, eu sabia que ele estava trabalhando duro para respirar – usando todos os músculos do peito, abdômen e pescoço. Como mãe, era uma tortura vê-lo lutar.”

“De início, seu hemograma não mostrou sinais clássicos de infecção por Covid-19. A radiografia do tórax parecia muito boa. E o teste viral estava pendente. Mas durante os dois primeiros dias, ele continuou a piorar. Os exames não pareciam acusar coronavírus, mas ele estava piorando rapidamente. Até que, na segunda noite, recebemos a notícia. O médico entrou e deu uma olhada em Lincoln. Então, ele me disse que meu filho havia testado positivo para COVID-19. Eu apenas comecei a chorar. Ele estava piorando rapidamente e agora eu estava com medo.”

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“Sua linha do tempo não se encaixava. Seus exames não faziam sentido. Tomamos todas as precauções. Como isso aconteceu? Por quê isso aconteceu? Eu não entendo. Quão doente ele vai ficar? Quanto tempo isso vai durar? Quanto tempo vamos ficar no hospital? E se o resto da minha família ficar tão doente quanto Lincoln? Eu fiz tudo certo. Eu deveria ter mantido minha família segura e falhei. Eu chorei por quase quatro horas naquela noite. Não consegui dormir. Eu não conseguia desligar meu cérebro. Eu estava apavorada. Ao mesmo tempo, fiquei aliviada. Se o teste tivesse dado negativo, eu ficaria com medo de ir para casa e ficaria com o medo constante de ele pegar o vírus. Pelo menos agora, eu sei que ele tem. E eu sei que, se os estudos estão certos, ele não deve pegar novamente.”

“Já faz quase uma semana que chegamos ao hospital. Lincoln está começando a se sentir um pouco melhor. Ele está dormindo mais de 16 horas por dia e, pela primeira vez, finalmente, comeu alguma coisa. Começamos a diminuir o oxigênio dele, caiu para 4 litros. Ele ainda tem a pior tosse de todos os tempos e parece totalmente faminto por ar. “Mamãe, isso não vale a pena”; “Mamãe, quando isso vai parar?”; “Mamãe, eu não me sinto tão bem”. Não tenho permissão para sair do quarto dele. Ninguém pode entrar no quarto dele. As enfermeiras e os médicos o avaliam usando todos os seus equipamentos de proteção individual (EPI), mas entram poucas vezes para não gastar equipamento. Meu marido está em casa com minhas duas filhas. Nós não podemos nos abraçar. Não posso abraçar minhas garotas. Minha família está dividida e nos sentimos tão distantes.”

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“Apesar do isolamento, recebemos um enorme apoio de nossa comunidade. Eles estão entregando refeições para eles todas as noites, o que acaba sendo uma dádiva de Deus, pois meu marido e as meninas não podem sair de casa. Nossos vizinhos deixaram frutas frescas e saudáveis na portt de casa e me enviaram um pacote com toalhas de banho, lenços umedecidos e xampu seco. Eu mencionei que não há chuveiro no quarto para que eu tome banho? Se tem uma coisa positiva nessa pandemia, é que nossa comunidade se uniu. Pessoas que mal conhecemos. Pessoas que não conhecemos. Amigos de amigos de amigos. Somos eternamente gratos e abençoados porque nossa comunidade nos apoiou. E ninguém nos culpou ou envergonhou por nosso filho ter um resultado positivo. Espero que esse senso de comunidade persista depois que voltarmos para nossas rotinas.”

“Por favor, fique seguro. Por favor, fique saudável. Por favor, leve esse vírus a sério, não é brincadeira. E entre em contato com seus amigos, vizinhos e amigos de amigos que estão enfrentando essa pandemia.”

Lincoln continua internado, mas, segundo a mãe, está se recuperando a cada dia (Foto: Reprodução/mightylittles.com)
Foto: reprodução

Créditos: Crescer


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Silvia Cardoso Souza
Professora Silvia, dou aulas no periodo vespertino e escrevo noticias nos sites da rede Maetips. Mãe de dois meninos, Lucas e Renato de 6 e 12 anos. Sejam muito bem vindos.

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